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RE-ARRANJO ESTRATÉGIA CRIATIVA
Maura Penna Vanildo Marinho
Como levar alunos não familiarizados com a linguagem musical a trabalhar criativamente com sons? Como contribuir para transformar a sua relação com a música, inclusive rompendo com a postura de consumidor passivo dos produtos da indústria cultural?
A estratégia criativa de "re-arranjo" procura enfrentar estas questões, partindo de uma premissa básica: a necessidade de considerar a vivência cultural do aluno e, sempre que possível, basear o trabalho sobre ela ou seja, sobre a música que ele ouve e que faz parte de sua vida. Se nossa premissa estabelece a vivência do aluno como ponto de partida da ação pedagógica, nossa meta final volta-se para esta mesma vivência, no sentido de ampliá-la, desenvolvendo os meios (de percepção, pensamento e expressão) para que o aluno possa apreender as mais diversas manifestações musicais como significativas, inclusive aquelas que, originalmente, não lhe eram acessíveis.
Demarcando o enfoque pedagógico
São dois os objetivos pedagógicos centrais (e concomitantes) do "re-arranjo":a) desenvolver a atividade criadora, ou seja, levar o aluno a expressar-se através de elementos sonoros; b) promover uma reapropriação ativa e significativa da vivência cultural. O primeiro objetivo é compatível com as propostas de educação musical que tomam como base a participação ativado aluno, pela manipulação do material sonoro e atuação criativa, sendo esta participação ativa a orientação que marca a renovação da pedagogia musical em nosso século. É, ainda, compatível com as propostas educacionais vinculadas à estética da música (erudita) contemporânea como as -"oficinas de músicà" -, que levam ainda mais adiante os princípios básicos de liberdade, atividade e criatividade, aplicando-os à matéria bruta do som, através da exploração de diferentes materiais e recursos(cf. Gainza, 1988).
Neste quadro, o "re-arranjo", embora não tenha como meta específica aproximar o aluno da música contemporânea, é uma estratégia de oficina, pois insere-se em um trabalho de exploração das possibilidades sonoras de diferentes materiais e de manipulação criativa de diferentes formas de organizar o som. Este trabalho de oficina prepara os alunos para a prática do "re-arranjo", fornecendo-lhes elementos que serão manejados nessa proposta de recriação. O "re-arranjo", por sua vez, é uma estratégia sistematizada para o processo criativo, onde a música popular escolhida atua como um "ponto gerador" do trabalho de oficina, nos termos de Paynter (apud Santos, 1994:58).
Ao situarmos o "re-arranjo" como uma estratégia de oficina de música, fazem-se necessários dois esclarecimentos.
Em primeiro lugar, apesar das origens históricas que vinculam a proposta da oficina à estética da música contemporânea, não estamos pedagogicamente comprometidos com esta estética. Acreditamos que, se por um lado é essencial que a educação musical não tome como padrão único a música tonal, procurando por o aluno em contato com o amplo e diversificado espectro da produção musical, por outro, tampouco cabe substituir um padrão por outro. Pois, se as áreas de atividades da oficina incluem, como aponta Silva (1983:14), a "sensibilização perante a realidade sonora circundante", entendemos que a realidade sonora circundante é também a música (popular) que faz parte da realidade cotidiana do aluno, e na qual estão presentes estruturas métricas e tonais.
Em segundo lugar, não endossamos uma concepção espontaneísta da prática criativa. O problema é que a proposta de oficina muitas vezes resulta em práticas de um liberalismo exacerbado (laissez-faire), que deixam o aluno solto, sem orientação -ou simplesmente perdido. Pois, na verdade, ninguém cria a partir do nada, mas re-elaborando elementos assimilados, e mesmo uma experimentação descompromissada, de caráter lúdico, depende de uma atitude de pesquisa e investigação em que os novos elementos descobertos ganham significado diante dos referenciais disponíveis, ao mesmo tempo em que estes são redimensionados (cf.Santos,1994:02).
Conforme as exigências da situação pedagógica concreta, por vezes a proposta de oficina é a abordagem mais indicada, como quando se trata de uma turma composta por adolescentes ou adultos jovens que não tiveram oportunidade de se familiarizar com a música erudita, ou ainda quandonão se tem uma perspectiva de continuidade do trabalho de educação musical a longo prazo. No entanto, pelos motivos acima expostos, acreditamos que a prática criativa da oficina de música deva ser, num primeiro momento, orientada, ou mesmo em certa medida "conduzida", em função das necessidades e do desenvolvimento do grupo. É importante, portanto, que o professor disponha de um "arsenal" de estratégias criativas, enquanto alternativas (metodológicas) que lhe permitam, atendendo à dinâmica própria de cada grupo, orientar pedagogicamente o desenvolvimento do trabalho. Neste sentido, o "re-arranjo" pode ser uma alternativa produtiva.
A atitude criativa e de exploração lúdica depende, a nosso ver, de algumas condições prévias que independem de domínio de conteúdos, mas que dizem respeito, por exemplo, à desinibição e ao entrosamento do grupo. Com vistas a desenvolver essas condições, atividades envolvendo toda a turma, coordenadas pelo professor, que estimula e orienta o trabalho coletivo, podem ser adequadas enquanto uma etapa que prepara para o trabalho em pequenos grupos, já que a autonomia criativa é o objetivo final. Desta forma é que, na formulação apresentada, o professor cumpre um papel de coordenador no desenvolvimento da estratégia criativa de "re-arranjo", que, em sua idéia e procedimentos básicos,pode também ser lançada para pequenos grupos.
Por outro lado, o "re-arranjo" depende também de pré-requisitos musicais, desenvolvidos no próprio trabalho de oficina. Para sua eficácia, o grupo deve ter anteriormente realizado experiências explorando os parâmetros do som; as possibilidades sonoras do corpo, da voz e de diferentes materiais; grafias alternativas para o registro e planejamento da experiência sonora. E desejável, ainda,que a turma já tenha explorado ritmicamente a fala e realizado tanto experiências de improvisação coletiva quanto os primeiros trabalhos de estruturação em pequenos grupos (1).
Quanto ao segundo objetivo apontado para a proposta de "re-arranjo", o processo de reapropriação ativa e significativa de uma música de sua vivência pode ser um caminho tanto para desenvolver a crítica, quanto para estabelecer laços entre esta vivência e outras manifestações musicais. "Reinventar" a sua própria música, antes de mais nada, redimensiona a experiência já estabelecida de relação com ela, ou seja, o já conhecido: "A noção que um ouvinte comum tem sobre o seu conhecimento da música popular, aquilo que gosta de ouvir, está ligado exclusivamente, à consecução dos fatos musicais no todo e à sua capacidade de memorizá-los na mesma seqüência e que foi divulgada pelos intérpretes preferidos. (...) A constatação de que o significado já foi estabelecido (....) basta para que esses ouvintes concluam que já sentiram; portanto, conhecem bem e sabe, aquele conteúdo, não precisando pensar sobre ele." (Souza.1993:174)
Recriar a música do cotidiano equivale, portanto, a repensá-la e a dar-lhe nova significação. No "re-arranjo", o brainstorming contribui para tal, permitindo inclusive o compartilhar de experiências. Acreditamos, portanto, que a atividade de recriação possa contribuir para mudar em qualidade a relação pessoal com a música (o modo de encarar, sentir e ouvir), desmontando a atitude de consumidor passivo dos produtos da indústria cultural. Por sua vez, criar laços entre a relação sensível (cf.Souza,1993: 174-177) que o aluno estabelece com a música popular e novas manifestações musicais é, a nosso ver, condição essencial para construir pontes que lhe permitam ampliar o seu universo musical. Sem tais pontes, o mero contato com outras manifestações musicais pode ser simplesmente infrutífero. A atividade de recriação contribui para estender a relação sensível que o aluno tem com a música popular a outras manifestações musicais; a partir dessa relação primeira podem, então, ser desenvolvidos os aspectos cognitivos que permitem apreender a linguagem musical em seus princípios de organização sonora.
A prática do "re-arranjo" e suas possibilidades
A reapropriação criativa de uma música popular costuma ser realizada de início, com base no tema e no texto (letra), sendo este uma "comunicação expressa" que apóia a "receptividade sensível", nos termos de Souza (1993:174). Tema e texto são apoios que o aluno não familiarizado com a linguagem musical busca naturalmente para dar significação à música, tanto em atividades de percepção e apreciação quanto de criação. Isto porque, na falta de referenciais propriamente estéticos e sonoros, são empregados os esquemas de percepção que lhe servem na vida cotidiana- entre eles a linguagem verbal (cf. Porcher,1982:39-40). Assim, embora o trabalho de educação musical busque levar o aluno a ultrapassar os suportes do texto e do tema, desenvolvendo os instrumentos para a apreensão necessários dos princípios de organização da linguagem musical, não há como desconsiderar a necessidade ou mesmo utilidade desses suportes em um dado momento do processo de trabalho. Visando prioritariamente alunos não familiarizados com a linguagem da música erudita e/ ou que não tiveram estudos (formais) de música anteriormente, a estratégia criativa de " re-arranjo" revela-se mais produtiva quando são selecionadas músicas que remetam a temas: músicas que se relacionem com vivências pessoais ou com temáticas culturais, isto é, com temas que se ligam ao imaginário social. Um exemplo deste último caso: embora muitos alunos do meio urbano não tenham tido a experiência direta de viajar de trem, o tema é significativo para eles, uma vez que é retomado culturalmente de muitas maneiras. Em nossa experiência com turmas de oficina, o "re-arranjo" gerou resultados bastante interessantes a partir de músicas "temáticas", como Ponto de Areia (Milton Nascimento e Fernando Brant) e Calix Bento (Tavinho Moura, sobre letra adaptada da Folia de Reis).
Para a escolha de músicas mais sugestivas e produtivas, o professor pode oferecer algum critério de seleção para a primeira etapa do "re-arranjo" (ver"Roteiro"). Para cumprir a sua função de coordenador do trabalho, ele não precisa necessariamente conhecer a música proposta pelos alunos, assim como não é indispensável que todos da turma saibam cantá-la. O essencial é que a música proposta como base para o trabalho por um dos alunos seja "reconhecida'' e validada pela aceitação do grupo. Sua letra pode, então, ser escrita no quadro e todos podem cantá-la em conjunto.
Não é tampouco necessário que a turma trabalhe sobre o texto completo da música escolhida. A turma, cuja estruturação criativa serviu de base à partitura apresentada em anexo, trabalhou apenas sobre a primeira parte da letra de Rancho Fundo, canção de Lamartine Babo e Ary Barroso, na ocasião bastante divulgada na mídia na gravação de Chitãozinho e Xororó(2).Foi utilizado o trecho:"No rancho fundo/ Bem pra lá do fim do mundo/ Onde a dor e a saudade/ Cantam coisas da cidade/ No rancho fundo/ De olhar triste e profundo/ Um moreno canta as mágoas/ Tendo os olhos rasos d'água/ Pobre moreno/ Queda tarde no sereno/ Espera a lua no terreiro/ Tendo o cigarro por companheiro". E, a partir deste trecho da música, levantou através do brainstorming(3) os seguintes elementos: solidão/tristeza/curral/interior/febre/escuridão/marrom/verde/cinza/campo/sertão/pássaros/sapo/vaca/grilo/vento/
cavalo/viola/cachorro/rede/lobo/cabra/coruja/casebre/som pouco denso/grave/fanhoso.
Em nossa pratica com turmas de oficina de jovens universitários -que agrupam alunos sem qualquer experiência musical sistematizada e não familiarizados com a linguagem da música erudita, junto com alunos com alguma vivência musical, a partir de estudos formais ou na música popular, sempre em menor número- temos realizado a estratégia de "re-arranjo" dando ênfase ao processo. Dentro dos limites de tempo e de continuidade do trabalho -a oficina de música dura um semestre-, essa estratégia de estruturação conjunta sob a coordenação do professor cumpre sua função enquanto uma experiência preparatória para o trabalho criativo em pequenos grupos. Sendo todo o processo de "re-arranjo" desenvolvido no curso de uma aula (2 horas), enfatizamos a experiência criativa e de re-apropriação significativa bem mais que seus produtos finais- partitura e execução (4).
Dispondo-se de mais tempo, é importante enfatizar também o resultado final, que pode ser aprimorado mediante re-elaborações a partir da avaliação de gravações (provisórias) realizadas e ensaios mais cuidadosos. A representação gráfica (partitura) também pode ser trabalha da mais cuidadosamente, visando o registro mais preciso das características sonoras, em busca de sua maior eficácia e "autonomia". Nas condições em que atuamos, a representação gráfica é, em geral muito simples, consistindo de indicações da fonte sonora utilizada e/ou da idéia (temática) que cada efeito sonoro procura representar, de modo que depende grandemente do acordo firmado no grupo no momento da estruturação. Desta forma, seria muito difícil recuperar posteriormente o resultado sonoro dispondo-se apenas da partitura, embora uma "bula", elaborada a posteriori, pudesse registrar o combinado.
O "re-arranjo" pode ser realizado com os mais diversos tipos de recursos sonoros, não requerendo qualquer material específico para a sua aplicação, embora sem dúvida as possibilidades de produção de sons estabeleçam limites para o resultado final. Em nossas turmas, muitas vezes são explorados apenas o corpo e a voz: outros grupos utilizam como fonte sonora diferentes objetos,"instrumentos" construídos por eles, ou ainda objetos culturais que produzem som como o brinquedo (regional) chamado de carrapeta (ou bena-boi, ou rói-rói). Eventualmente, instrumentos musicais (convencionais) são empregados por alunos que os tocam.
A estratégia de "re-arranjo" também pode integrar uma oficina de criação para músicos (compositores ou não). Estes alunos, que podem colocar o seu domínio de diversos instrumentos musicais a serviço da estruturação criativa, certamente têm condições de ir além do apoio temático e textual, re-apropriando-se de elementos musicais presentes na música de base e re-elaborando-os.
Neste sentido, a estratégia de "re-arranjo" pode conduzir, por exemplo, a uma variação ou a um rondó.
Embora nossa experiência com a estratégia de re-arranjo tenha se dado com turmas (pequenas e médias) de jovens universitários, antes de chegarmos a essa sua forma sistematizada, realizamos trabalhos de natureza similar com algumas turmas das últimas séries do l° grau. Sendo assim, acreditamos que possa vir a ser empregada com turmas de adolescentes, em diversas situações, desde que tenham sido desenvolvidos os pré-requisitos comportamentais -como entrosamento e disciplina do grupo- que capacitem para um trabalho de oficina. Isto é mais difícil de ser alcançado com turmas numerosas; em nossa prática, a estratégia tem sido aplicada com bons resultados em turmas que variam de 8 a 25 alunos.
Acreditamos que, com seus dois objetivos pedagógicos centrais, o "re-arranjo" pode ser mais do que um momento do trabalho de oficina, sustentando por um prazo maior a prática educativa com alunos não familiarizados. Para tal, a estratégia criativa, executada a partir de diversas músicas propostas pela turma, seria articulada a um trabalho de percepção, com vistas à identificação dos elementos musicais presentes na música popular de base. E, ainda, à audição sempre após a estruturação criativa- de diversos arranjos da música-base e de outras músicas, tanto populares quanto eruditas, que explorassem o mesmo tema(6).
Para concluir, ressaltamos que a estratégia criativa de "re-arranjo", por seu caráter aberto, pode levar a realizações bem diferenciadas. Diversos fatores influem no resultado final, entre eles: a música escolhida como base; os recursos materiais utilizados (as fontes sonoras); os recursos musicais de que os alunos dispõem, conforme a sua familiarização com a linguagem musical; o tempo disponível para o processo de elaboração e execução.
Roteiro
1) Escolha de uma música
Inicialmente, o professor apresenta a proposta: pretende-se uma recriação, a partir de uma música da vivência dos alunos. Pede-se, então, que os alunos escolham uma música popular brasileira (canção, com letra). O professor/ orientador conduz (ou observa, conforme o grau de autonomia do grupo) o trabalho de seleção: solicita e acata diferentes sugestões, pede que a turma cante trechos das diversas músicas sugeridas e que escolha uma para se trabalhar, podendo apresentar alguns critérios para a escolha da música.
2) Brainstorming (tempestade de idéias)
Colocando a questão "o que a música lhe diz", o professor/orientador solicita um levantamento livre das associações sugeridas pela música, anotando no quadro tudo o que é apresentado, para que a turma possa ter uma visão geral, mas sem fazer nenhuma avaliação ou censura. No entanto, o professor pode, se necessário, estimular, solicitando sentimentos, paisagens, sons (etc.) evocados pela música.
3) Estruturação conjunta
Com base no painel obtido na segunda etapa, estrutura-se conjuntamente uma nova expressão sonora, podendo ou não utilizar elementos presentes na música original (como um esquema rítmico, um trecho da melodia, partes da letra reelaboradas rítmica ou melodicamente, etc.) O professor (ou um aluno, conforme a vivência da turma em experiências deste tipo) conduz o processo, solicitando sugestões do grupo e registrando no quadro, com uma grafia simples, o que for sendo decidido em conjunto, construindo assim a "partitura". As soluções encontradas são experimentadas sonoramente, de modo que possam ser reajustadas ou complementadas pelo grupo, caso se faça necessário. A execução final é gravada, para que o resultado possa ser avaliado em uma audição posterior.
Esclarecimento:
Sendo esta uma proposta criativa bastante aberta, a partitura e a gravação apresentadas registram apenas uma realização possível - com base na música Rancho Fundo (de L. Babo e A. Barroso; divulgada mais recentemente na gravação de Chitãozinho e Xororó). Essa realização, submetida aos propósitos e limites desta apresentação, toma como base o trabalho efetivamente desenvolvido por uma turma de oficina de música, da Licenciatura em E. artística da UFPB.
NOTAS
(l) A nosso ver, a improvisação é uma experiência criativa mais livre e espontânea, embora possa também ser orientada ou realizada a partir de propostas, enquanto a estruturação já tem um caráter composicional, onde se planeja a utilização do material com vistas a um resultado controlado.
(2) Trata-se da turma do segundo semestre de 1989 da disciplina Oficina Básica de Artes III -Música, Licenciatura em Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba.
(3) Ver "Roteiro", em anexo, para as etapas da estratégia de "re-arranjo". Sobre a técnica do brainstorming . (tempestade de idéias), ver: Ronca e Escobar (1980:39-40).
(4) Por tais condições, além da precária aparelhagem de gravação utilizada nas aulas, é que não foi possível apresentar a realização original da turma que trabalhou a partir da música Rancho Fundo. No entanto, a gravação apresentada ao concurso foi executada por um grupo de jovens com características semelhantes, integrantes do ACT - Anarrich Cia. de Teatro (João Pessoa/PB)
(5) No caso do "re-arranjo" a partir de Rancho Fundo, poderiam ser apresentadas para apreciação, além da gravação de Chitãozinho e Xororó, o arranjo executado por Ney Matogrosso e Rafael Rabello (CD À Flor da pele, da Som Livre), ou ainda a interpretação de Silvio Caldas (LP Lamartine Babo / História da Música Popular Brasileira, da Abril Cultural)
Referências Bibliográficas
GAINZA, Violeta H.dc. "Orientações Atuais da Pedagogia Musical". In: Estudos de Psicopedagogia Musical. SP: -Summus,1988, pp.l0l-114.
PORCHER,Louis (Org.) Educação Artística: luxo ou necessidade? SP: -Summus,1982
RONCA, Antônio Carlos C.e ESCOBAR, Virgínia F. Técnicas Pedagógicas: domesticação ou desafio à participação?; Petrópolis: Vozes, 1980.
SANTOS, Regina Márcia S. "A Natureza da Aprendizagem Musical e suas implicações Curriculares... In: ABEM, Fundamentos da Educação Musical, 1994, v.2, pp 7-112.
SILVA, Conrado. "Oficina de Música". ARTE, 1983, ano 11, n.6, pp 12-15.
SOUZA, Virgínia C.de."A Função da Música Popular na Ed. Musical Contemporânea".In: ABEM, Fundamentos da Educação Musical,1993,v. l, pp. 157-178.






Maura Penna é graduada em flauta e licenciada em Educação Artística- Habilitação em Música pela UNB. Mestre em Ciências Sociais pela UFPB. Doutorando em Lingüística pela UFPE. Professora do Departamento de Artes da UFPB (Curso de Educação Artística). Autora dos livros: Reavaliações e Buscas em Musicalização (Loyola, São Paulo, 1990), O Que Faz Ser Nordestino (Ed. Cortez, São Paulo, 1992) e co-autora de Da Camiseta ao Museu: o ensino das artes na democratização da cultura (Ed. UFPB, João Pessoa 1995).
Vanildo Marinho é graduado em percussão pela UFPB e em composição pela UFBA. Cursou Especialização em Pesquisa Educacional pela UFPB. Mestrando em Biblioteconomia pela UFPB. Professor do Departamento de Artes da UFPB (Curso de Educação Artística). Co-autor de Da Camiseta ao Museu: o ensino das artes na democratização da cultura (Ed. UFPB, João Pessoa, 1995).
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