CARRO NÃO ANDA SEM BOI

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Grupo de Professores do Curso de Musicalização do Instituto Villa-Lobos/UNI-RIO:ReginaMárcia S.Santos, José Nunes Fernandes, Ana Cristina S. de Paula, Gilberto R. Figueiredo, Josimar M.G.Carneiro, Mayra R.de Almeida, Nela R. Alfonzo, Valéria P.Fittipaldi

A problemática educativa

O presente trabalho vem responder a uma problemática educativa que decorre do acúmulo de elementos que, nas últimas décadas, vêm "atordoando" o trabalho pedagógico em música. Eles poderiam ser considerados como enganos:

1 . uma arte-educação e uma concepção de oficina de música confundidas com permissividade e ausência de pensamento e que não se "afinam" com o trabalho de aquisição de habilidades musicais e de construção de conceitos (Fernandes, 1993; Santos, 1990);

2. uma criação descompromissada com a sistematização do conhecimento,ou contemplada no planejamento de ensino apenas como forma de comprovar e exercitar conteúdos previamente ministrados ;

3. uma prática musical protelada em função de uma suposta necessidade de assimilação de conceitos tidos como pré-requisitos para qualquer envolvimento na atividade musical;

4. um repertório construído com finalidade didática, ao invés do aproveitamento do repertório vivo, da cultura brasileira, como fonte potencialmente rica no desdobramento do trabalho pedagógico, partindo da prática social e a ela voltando, numa dimensão criadora e crítico-social (Saviani, 1993);e

5.um ensino técnico-instrumental conduzido segundo as características de currículo linear, ou uma concepção de educação musical conduzida segundo um paradigma circular-consensual de currículo sem compromisso com a aquisição de conteúdos e habilidades, ou ainda ousando um modelo dinâmico-dialógico que permite pensar a prática social(Gagliardi, 1993).

A proposta pedagógico-musical

A proposta apresentada a seguir responde à problemática acima descrita e pode viabilizar uma ação pedagógico-musical em larga escala, uma vez que se volta para grupos de pequena e média formação e prevê o uso de recursos disponíveis em centros de atividades musicais, a saber: voz, violão, teclado e percussão básica. Há possibilidade de adaptação do trabalho a grupos de escola pública substituindo os teclados por flauta doce.

Pretende-se que os princípios aqui explicitados sirvam para o desdobramento de outras experiências semelhantes, considerando estilo, gênero, meio expressivo, linguagem ou estética diversas. Desta forma, a experiência aqui esboçada não atuará como uma receita que se esgota.

Objetivos da proposta pedagógico-musical:

  • proporcionar jogos sonoro-musicais com finalidade pedagógica, ampliando o repertório de propostas que trabalhem a dimensão criadora na musicalização; e
  • fornecer base para subsidiar um trabalho mais dinâmico de professores, na geração de propostas criativas voltadas para a educação musical.

Princípios que norteiam a proposta didático-pedagógica:

Aqui se prioriza o jogo na condução da experiência de ensino. Ele está presente na vida social, do mundo infantil e do adulto e é a forma através da qual a criança estabelece relação com o mundo, operando sobre elementos construídos na sua experiência vivida.

Na situação de ensino o jogo se apresenta como uma forma de construir o conhecimento, trabalhando o lúdico, a aventura, a experimentação, a construção da regra, o lidar com o limite, com a ruptura, com o desafio. O jogo diz respeito a uma situação concreta e favorece uma configuração, a sistematização de um conteúdo: é operação concreta ligada à ação sobre objetos. Na música, há,a situação do jogo no exercício da criação, sem regras ou com regras, instituídas pelo próprio indivíduo ou vindas de fora (Gainza,1983; Piaget, 1971).

Para Swanwick (1988), três elementos do jogo devem ser ativados na educação musical, em todas as idades, de forma interativa: (a) Mestria: jogo sensório-motor que procura lidar com materiais de expressão e suas possibilidades de exploração;(b) Imitação: jogo pré-operatório que avança em direção à imitação dos meios sociais e suas normas de expressão artística socialmente estabelecidas, as normas culturais. Swanwick refere-se ao "expressive caracter" (p.44) captado no jogo imitativo; falada imitação que não é "hostil à imaginação criativa" (p.45); e (c) Jogo Imaginativo: jogo simbólico ou operatório concreto, na tentativa de explorar além do "clichê" social estabelecido culturalmente. Swanwick afirma: "Se a mestria é o elemento do jogo que nos direciona para os materiais da arte e se a imitação relata o expressivo, ou 'caráter' referencial de arte, então o jogo imaginativo nos focalizaria na estrutura (grifo do autor) da arte" (p.45).

Estrutura, para Swanwick, diz respeito ao que surpreende e deleita, diz respeito à "expressão do momento" e pode depender das repetições reconhecíveis e seus contrastes (1).

Ainda dentro dos princípios que norteiam a proposta aqui defendida, destacam-se: (1) trabalhar a experiência estética em relações e sistemas detectados no tratamento de situações musicais concretas, assegurando a dimensão musical e a construção de conceitos, cruzando elementos que possam ser realizados pelos alunos já nas primeiras aulas através de módulos autosuficientes; (2) (2) proporcionar a dimensão criativa por processo de variação de padrões apresentados chegando mesmo a produzir com eles desvios que representam ruptura e por processo de pesquisa e exploração; (3) encarar a experiência de criação como atividade de fixação de conteúdos, como geradora de material musical (sistematização de conteúdos implícitos) e como atividade integradora do grupo; (4) tomar como ponto gerador do trabalho o repertório cultural, pelo sentido de reconhecimento, identidade e satisfação na sua realização imediata e pela síntese musical que oferece (melódico expressivas: elementos cênicos e da linguagem verbal- poéticos, literários, de cordel, brincadeiras com a palavra, etc);

Demais características da proposta:

Faixa etária: 8 a 11 anos, aproximadamente

Estilo: música brasileira instrumental e vocal (popular e folclórica) incluindo expressão cênico-verbal e fontes sonoras de modo não convencional, integrando voz falada, cantada e como produtora de ruído. Emprega violões, teclados e percussão, incluindo o corpo como instrumento percussivo.

Bibliografia:

FERNANDES, José N. Análise das Oficinas de Música no Brasil enquanto Metodologia de Educação Musical. (Dissertação de Mestrado, Conservatório Brasileiro de Música). RJ, 1993.

GAGLIARDI, Erasmo."Conhecimento,Ensino e Currículo". Revista Tecnologia Educacional. RJ, v.22(112), Mai/Jun 1993, pp.l6-19.

GAINZA, Violeta H. de. Improvísación Musical. Buenos Aires: Ricordi Americana, 1983.

PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança.RJ: Zahar, 1971.

SANTOS, Regina Márcia S. "Repensando o Ensino da Música", in: Cadernos de Estudo:Educação Musical n.1. SP: Atravez, 1990, pp.31-52. _______et alii. "A Questão do Jogo na Música", in: Sugestões Metodológicas. Divisão de Currículo e Avaliação do Depto. de Ação Pedagógica do Depto. Geral de Ensino da Sec.Municipal de Educação do Rio de Janeiro. RJ: 1992, p.38 e ss.

SAVIANI, Dermeval."Escola e Democracia II: Para além da teoria da curvatura da vara", in: Escola e Democracia. (27a.ed.) Campinas/SP: Cortez/Autores Assocs.,1993, pp.69-89.

SWANWICK, Keith. Music, Mind and Education. London: Routledge, 1988.

Proposta musical: Partitura e Análise

É formada por três componentes, a saber: Componente 1: A Burrinha, Componente 2: Acalanto. Pór falta de espaço somente o componente 3 é exemplificado, por melhor representar a proposta pedagógica.

Componente1 -A Burrinha (Música folclórica-Quinteto Violado)

Ex.1 -Fonte:Discos Marcus Pereira - Música Popular do Nordeste
1972 (Pesquisa e execução: Quinteto Violado)

Letra: "Ô burra nova que vem vem/ dançar na roda pro povo ver/ essa dança minha é boa, que tu não sabe variar/ a panela tá no fogo e a jangada tá no mar/ essa dança minha é boa, tu não sabe o quê que há/ a panela tá no fogo e a baleia tá no mar/ essa dança minha é boa, é pra todo mundo ver/ a mocinha na janela tá olhando prá você"

Componente 2 -Acalanto (Música Popular-Dorival Caymmi)

Ex.II -Fonte:CHEDIAK, Almir. Dorival Caymmi. Songbook.
RJ: Lumiar Editora, 1984, pp.34-35

Letra: É tão tarde... A manhã já vem./Todos dormem./A noite também./ Sói eu velo por você, meu bem./ Dorme anjo./ O boi pega neném./Lá, no céu, deixam de cantar./ Os anjinhos foram se deitar./

Mamãezinha precisa descansar,/ Dorme anjo papai vai vai lhe ninar.../ "Boi, boi, boi. Boi da cura preta./ Pegue essa menina que tem medo de careta"

Componente 3 -Carro não anda sem boi (Canção Folclórica)

Ex.III -Fonte:PAZ, Ermelinda A. As Estruturas Modais na Música Folclórica Brasileira.
RJ: UFRJ , 1993, p.59 (compilação Joppert e Silva, 1969, .21; registrada por Paz em Dó Mixolídio)

Gênese/ Considerações sobre a canção:

Ex.4

Ex.5

Ex.6

Ex.7

Ex.8

Ex.9

Ex.10

L e t r a: "Carro não anda sem boi/ Nem trabalha sem bebê/ Quando arrocha a roda grande/ Faz a pequena gemê"

Contextualização: Guarda relação com: trava-língua, jogos rítmico-sonoros com a palavra; aboio, canto de trabalho; imaginário derivado de boi (mundo infantil dos brinquedos folclóricos, acalantos e canções).

Características Formais e Estruturais:

I-Melodia modal (mixolídio em Ré) construída simetricamente: período regular binário, com duas frases sobre intervalos de 3ªs, 2ªs e nota repetida e motivo rítmico constante de colcheias e retenção em semínima [Ex.IV].

II- Construção damelodia(3) [Ex.V].

III- Ritmo Harmônico: Maior na 2ª frase. A harmonia enfatiza o sentido da melodia, reforça sua pontuação. Como se comporta lEx.VII:

-na1ª frase: do apoio na tônica à arrancada vertical reforçada pela retenção rítmica e articulação harmônica no 1º tempo do 2º compasso (D D7 Am7); novo impulso à nova retenção rítmica que requer articulação harmônica ,com sutil colorido harmônico neste percurso (Em7 Bm7); -na2ª frase: um caminho harmônico é sugerido nos baixos, com articulação harmônica em movimento descendente por grau conjunto (D D7/C G9/B G A13/7 A7 D7).

Obs: Numa das possíveis repetições que o arranjo sugere é viável a variação harmônica usando Gm/ Bb. Outra possibilidade de harmonização da canção seria:D Am7 Em Bm7 D G A7(13) D

Arranjo:

Tratado ora polifonicamente e ora como melodia acompanhada/Explora a técnica da ampliação em jogos de criação/Explora os recursos de dissolução e condensação/Explora a forma responsorial na coda, com ostinato/Formado arranjo: Rondó -onde B, C,D, E... são jogos de criação (de tipos variados -ver descrição em "possíveis desdobramentos da Proposta Criativa") A B A C A D A E A F A G Coda

-Percussão na zabumba e variações sobre os 2 incisos, cada qual por sua vez: [Ex.VII]

Aspectos da proposta didático pedagógica

(Possíveis desdobramentos da proposta)

Componente3: Carro não anda sem boi

Jogos de Criação

TIPO I: (a)explorando elementos de caráter rítmico, (b) explorando elementos de caráter tímbrico, (c) explorando elementos de caráter melódico, (d) explorando a forma cânone, (e) explorando citações.

TIPO II: Mantidas as características rítmico-fraseológicas, explorar a idéia das notas repetidas no inciso (caráter rítmico),dando seqüência à "rodada" que amplia a melodia e gera padrões e direções de sons que poderão ser repetidos e combinados.

(a) combinação horizontal vertical (sequenciar/sobrepor), (b) com realização motriz (palmas) do inciso de notas repetidas, (c) com audição interior do inciso de notas repetidas, (d) realizando só o 1" inciso ou só o 2o inciso, mantido o espaçamento/ aspecto temporal, fraseológico (dissolução), (e) realizando só o 1° ou o 2° incisos, com aproximação entre as ocorrências musicais (estreitamento, condensação)

JOGOSDE CRIAÇÃO -TIPOI (a,b, c)

Apenas na 1ª frase da canção [Ex.VIII]

JOGOSDE CRIAÇÃO -TIPO I (d) Cânone em 2 tempos [Ex.IX]

JOGOSDE CRIAÇÃO -TIPO I (e) Exemplo 1: Pode-se desenvolver este jogo antes da 1ª realização da canção, ou antes de um novo retorno da mesma.Explora-se a voz falada ritmicamente, com intercessão (citação) de outros textos da cultura e do repertório musical e/ou criados pelo grupo; explora-se a inflexão sonora da palavra, a diversidade de entonação e de intensidade. Mantém-se durante todo o jogo um ostinato com palmas e sobre esta base desdobra-se o trabalho de criação textual e coreográfica.

Ostinato [Ex.X]

Explora-se o diálogo entre2 grupos, procedendo de pontos diversos no espaço, como pergunta/resposta, como eco ou como responsório: o som caminha no espaço. Esta atividade comporta jogos de deslocamento corporal em colunas, círculos ou livremente; como grupo, em duplas ou outros agrupamentos menores, ou em direções tomadas individualmente na maneira de ocupar o espaço,expandindo o movimento em diversos planos, lateral e verticalmente. Pode haver dispersão ou convergência na forma de ocupar o espaço, isto é, o grupo pode estar ora espalhado, ora reunido num ponto deste espaço; pode haver um processo de adensamento (ou rarefação) da massa corporal presente no espaço cênico, isto é, agregam-secada vez mais pessoas (ou estas se "silenciam" corporal e vocalmente). Vide arranjo -Parte E

Exemplo 2: Citação de outros textos musicais: intertextualidade produzida por pedaços emigrados de outros textos musicais. Vide arranjo

-ParteF

JOGOS DE CRIAÇÃO -TIPO II

Para voz ou teclado ou violão,ou combinando partes executadas por mais de uma destas fontes, linear ou verticalmente (sobreposição de partes).Exemplo de possibilidades:

a. combinando padrões e direções de sons (linear e verticalmente)

b. com realização motriz (palmas) do inciso de notas repetidas

c. com audição interior do inciso de notas repetidas

d. realizando só o 1° inciso ou só o 2° inciso, mantendo o espaçamento/aspecto temporal, fraseológico (dissolução) e realizando só o 1° ou o 2° inciso, com aproximação entre as ocorrências musicais (estreitamento condensação).

Conteúdos e Habilidades Técnicas

A. Violão:

-Mão esquerda: formação de acordes utilizando no máximo três cordas presas nas três primeiras casas do instrumento/localização de notas nas cinco primeiras casas, nas cordas 1.,2 e 3 para execução de ostinatos melódicos/ Digitação simples alternando cordas soltas e presas, não executando saltos numa mesma corda.

-Mão direita: Ataques com o polegar/Dedilhados (i, m, a) (a, m, i)/ Realização de baixos com o polegar.

B.Teclado:

Intervalos de 2ª,3ª, 5ª e uníssono/ Topografia do teclado: teclas pretas (grupo de três), teclas brancas (si-lá-sol) (ré-dó-si-lá)/ Posição básica da mão/ Posição fechada/ Habilidades funcionais desenvolvidas: Tocar por imitação /Realizar acompanhamento harmônico/ Executar repertório solo e de conjunto.

Conclusões Gerais

Reconhecer o repertório folclórico como manifestação da cultura brasileira/ Cantar (uníssono, cânone e a duas partes)/ Improvisar melódica-rítmica (1) e harmonicamente (2)/ Perceber o todo e as partes formais (3)/Ler e grafar ritmos e melodias simples/ Ler e grafar cifras (leitura global sincrética e introdução do trabalho em pauta gradativa (4)/ Integrar elementos de outras linguagens/ Executar(5).

(1), (4)e (5) -Envolvendo conteúdos tais como:pulsação (subdivisão e dobramento, acento métrico, compasso simples, figuras e pausas, estruturas rítmicas, escrita tradicional e não-convencional, desenho melódico, notas, modo mixolídio;(2) cifras simples; (3)Texturas honofônicas e polifônicas, período, frase, semi-frase e células, forma rondó.

NOTAS:

1- Swanwick (1988) fala ainda em metacognição : jogo de operações abstratas, formais, fazendo julgamento de valor que permite transcender o ambiente meramente comercial e idiomático.

2- Estruturas musicais elaboradas na forma de arranjo, tendo valor didático-musical. Podem ser isoladas do todo, podendo ser combinadas entre si, gerando multiplicidade de trabalhos. O módulo permite partir do mais simples, sem eliminar o complexo. Sendo dinâmico pode se modificar, admitindo várias "formas finais" em função das possibilidades do grupo.

3- 1ª frase/1° membro: início acéfalo; arrancada vertical sobre notas do acorde, destacando-se movimento por terças e nota repetida; retenção rítmica no final tético sobre o 7° grau da escala, tomado como ponto de apoio/ataque: ponto culminante no agudo. 1ª frase/2° membro: mantém as características apresentadas no 1° membro: início acéfalo e terminação tética; repete a última nota e apresenta movimento quebrado sobre o 3° acorde, atingindo o ponto mais agudo da melodia; retenção rítmica no final deste segmento; a nota repetida parece sublinhar a quebra do movimento melódico, no seu ponto mais grave. 2ª frase/1° membro:o mesmo início acéfalo e terminação tética; repete a última nota e realiza movimento quebrado, predominantemente de caráter descendente, sobre terça, sem retenção do movimento rítmico; outra vez a nota mais grave no desenho melódico vem repetida. 2ª frase/2° membro: o mesmo início acéfalo e terminação tética; caracterizado por movimento descendente grau conjunto, sempre com antecipação da nota do tempo seguinte.


Regina Márcia S. Santos -Professora da UNI-RIO/IVL; José Nunes Fernandes -Professor do CAP/ UFRJ e UNI-RIO IVL; Ana Cristina Santos de Paula -Professora da Escola de Música Cenário, Oficinas de Musicalização Pró-Ler; Gilberto Rodrigues Figueiredo -Professor da Fundação Assistencial Xuxa Meneguel; Josimar Machado Gomes Carneiro -Professor da Escola Municipal Jônatas Serrano, Colégio Santo Amaro; Mayra Rodrigues de Almeida do Colégio de Aplicação UERJ, Curso de Percepção - TEPEM (UNI-RIO), Nela Ruiz, Alfonso - Professora da Rede Municipal de Educação, Escola Sá Pereira; Valéria Prestes Fittipaldi - Professora da Escola Suíço-Brasileira, Centro Cultural A. Adolpho.

Carro Não Anda Sem Boi

-folclore-

 

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