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LITERATURA COMENTADA
Comentários realizados para Cadernos de Estudo por Maria Betânia P.Fonseca
BRINCANDO DE MÚSICA, de Anna Maria Gonçalves Weigel
(Porto Alegre: Editora Kuarup, 1988, 201 pp.)
O livro tem como principal objetivo, discutir o valor educativo da experiência musical na pré-escola e sua contribuição para o desenvolvimento harmonioso da criança. Além de uma discussão teórica sobre o assunto, a autora propõe uma série de atividades práticas, que podem ser desenvolvidas em sala de aula na. O livro é destinado especialmente a professores da pré-escola, sem formação musical específica.
Não há dados sobre a autora no livro.
REAVALIAÇÕES E BUSCAS EM MUSICALIZAÇÃO, de Maura Penna
(São Paulo: Edições Loyola, 1990, 85 pp.)
O livro, fundamentalmente teórico, conceitua o termo “Musicalização”, tomando como base o conceito de música como linguagem. A partir daí, a autora discorre, de forma bastante lúdica e fundamentada a respeito da importância do desenvolvimento da percepção dos educadores, para que possam tornar vivas as potencialidades latentes de seus alunos. Além disso, é apresentada uma revisão histórica dos métodos ativos de Educação Musical mais utilizados no Brasil, com uma análise crítica da situação do processo de musicalização em nosso país. Esse livro é destinado a pessoas que atuam profissionalmente nas áreas de música ou Educação Artística.
Maura Penna é professora do Departamento de Educação da Universidade Federal da Paraíba, onde atua na área de Licenciatura em Educação Artística.
DESPERITAR AL ARTE. Introducción al mundo sonoro, de Richard Forestier
(Barcelona: Editorial Médica y Técnica S.A., 1980, 141 pp.)
Texto original em francês, traduzido para o espanhol por Francisco T. Vera
O principal objetivo do livro é despertar no aluno o interesse pela música desenvolvendo suas capacidades para vivenciá-la e compreendê-la, possibilitando-o fazer posteriormente uma análise de seu conteúdo. O livro é dividido em 10 capítulos: A voz; O ouvido; O corpo; O ritmo; Motricidade - Psicomotricidade; Expressão Corporal; Improvisação; Pulsação; Manuseio elementar de alguns instrumentos musicais e Organologia (informações sobre os principais instrumentos musicais utilizados no mundo ocidental, acompanhadas de discografia referente a cada instrumento citado). Todos os capítulos se baseiam em atividades práticas que podem ser realizadas tanto individualmente como com grupos de qualquer tamanho ou faixa etária. O autor enfatiza que as atividades propostas devem servir apenas como referência para o professor, que deverá criar suas próprias atividades de acordo com as necessidades do grupo. O livro é destinado a professores de música ou educação artística e seu conteúdo pode ser aplicado a alunos de qualquer faixa etária.
Richard Forestier é professor de Educação Musical, Coordenador do Centro de Renovações Pedagógicas de Indre-et-Loire e Musicoterapeuta do Centro Hospitalar Regional de Tours/França.
EDUCACION MUSICAL PRECOZ Y ESTIMULACION AUDITIVA (Ejercicios para su aplicación), de Margrit Küntzel-Hansen
(Barcelona: Editorial Médica y Técnica S.A., 1981, 155 pp.)
Texto original em alemão, traduzido para o espanhol por Jorge Bonjour
O livro responde a algumas perguntas como: Em que deveria consistir a educação musical nos primeiros anos de vida? A prática instrumental deve ser iniciada cedo, ou existiriam dentro do mundo sonoro assuntos que seriam prioritários e mais interessantes a uma criança pequena? A autora certamente concorda com a segunda hipótese e apresenta em seu livro inúmeras formas de atingir este objetivo: Introduzir a criança pequena de forma inteligente e apropriada ao mundo sonoro. O livro é dividido em oito capítulos: Ouvir ruídos, reconhecê-los, imitá-los; Utilização de materiais sonoros; jogos com sons e ruídos; Escutar música; Signos para sons; “Papel pintado e imagens sonoras”; Ensinar música a crianças deficientes. No capítulo “Escutar Música” a autora sugere formas de colocar a criança em contato com a música contemporânea, propondo uma série de atividades baseadas na audição de obras musicais de compositores contemporâneos como: Ligeti, Busotti, Berio, König, Penderecki e Serocki. O capítulo “Utilização de materiais sonoros” apresenta, dentre outros assuntos, uma série de instrumentos musicais que podem ser confeccionados pela própria criança com o auxílio do professor. Este livro se destina a professores de música e Educação Artística.
Não há dados sobre a autora no livro.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES: ENSAIOS INTERPRETATIVOS SOBRE JEAN PIAGET, de David Elkind
(Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1982, 264 pp.)
Texto original em inglês, traduzido para o português por Vera Ribeiro
O livro é uma introdução ao estudo da obra de Jean Piaget. Apresenta, de forma simples e objetiva, evitando o uso de linguagem técnica, as descobertas e os conceitos básicos de Piaget (Conservação, Assimilação e acomodação, Equilíbrio, Estruturas Cognitivas, Operações mentais, Esquemas). Os quatro estágios do desenvolvimento da inteligência da criança são apresentados de maneira bastante clara através da utilização de muitos exemplos. O livro tem 15 capítulos, cada um dos quais é um ensaio sobre um aspecto da obra de Piaget. A inclusão deste livro na bibliografia sobre Educação Musical se deve ao fato dele ser um dos melhores e mais claros textos introdutórios sobre a obra do grande pedagogo suíço. O livro se destina a todos os educadores e pessoas interessadas em educação.
David Elkind, professor da Universidade de Tufts (Massachusetts/USA), foi colaborador pessoal de Jean Piaget. É autor de vários livros sobre educação infantil.
O DISCURSO DO SILÊNCIO, de Rosa Fuks
(Rio de Janeiro: Editora Enelivros, 1991, 181 pp.)
Este livro, originalmente apresentado pela autora como tese de mestrado junto ao Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro em 1990, fundamenta-se numa questão bastante interessante e paradoxal: apesar de nas Escolas Normais existir um quadro de professores de música, a utilização da música nessas instituições ocorre sem nenhum cuidado específico. Qual seria então a função da música e o papel do professor de música nessas escolas? A autora responde a estas indagações e mostra as relações entre a prática musical e as relações de poder nas Escolas Normais. Para isso, Rosa Fuks analisa a trajetória da Escola Normal no Brasil desde sua criação, em 1835, até os nossos dias.
Rosa Fuks é mestre em Educação Musical pelo Conservatório Brasileiro de Música. Atualmente é professora de música em escolas da rede estadual do Rio de janeiro e de História da Educação Musical no Brasil, no Curso de Mestrado do C.B.M.
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