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ANÁLISE DE O Menino Doente,
PARA CANTO E PIANO
Osvaldo Lacerda
Introdução
Desde que comecei a compor, sempre tive especial
predileção pelo gênero canção de câmara, que considero
uma das mais interessantes e refinadas formas de expressão
musical.
Na escolha dos textos, procuro não me restringir
a uma determinada época ou estilo. É assim que tenho
musicado desde poesias do século XVIII até contemporâneas.
Procuro, também, abordar a maior gama possível de sentimentos,
emoções e pensamentos, escrevendo canções líricas, dramáticas,
religiosas, filosóficas, narrativas, cômicas, satíricas,
etc.
Já compus, até, o presente momento – março de 1990
–, 72 canções, das quais 67 pra canto e piano. Destas,
considero O Menino Doente uma das melhores, embora ela
seja, cronologicamente, a segunda que escrevi. Data
de 1949 e é dedicada a minha mãe, Julia Costa de Lacerda,
a quem devo minha formação e a possibilidade de ser
um músico profissional.
O texto
Foi extraído do livro O Ritmo Dissoluto, de Manuel
Bandeira, um dos meus poetas preferidos.
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A
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1 O menino dorme.
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2 Para que o menino
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3 durma socegado,
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4 sentada a seu lado
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5 a mãezinha canta:
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B
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6 - “Dodói, vai-te embora!
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7 Deixa o meu filhinho.
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8 Dorme... dorme...meu...”
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C
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9 Morta de fadiga,
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10 ela adormeceu.
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11 Então, no ombro dela,
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12 um vulto de santa,
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13 na mesma cantiga,
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14 na mesma voz dela,
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15 se debruça e canta:
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D
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16 - “Dorme, meu amor
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17 dorme, meu benzinho...”
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18 E o menino dorme.
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Escolhi esse texto por sua beleza, por seu “clima”
todo especial, por ser muito propício à composição de
uma canção e pela extrema originalidade de sugerir a
composição de dois acalantos diferentes.
Estrutura do texto e da canção
Antes de iniciar a composição de uma canção, declamo
várias vezes a poesia, a fim de embeber-me do seu ritmo,
de captar-lhe a “atmosfera” e de penetrar-lhe o sentido
mais profundo. A seguir, analiso a sua estrutura, à
qual deve adaptar-se a estrutura da canção.
A poesia d’O Menino Doente, apesar do seu pequeno
tamanho, divide-se em cinco partes, o que faz que a
música também se divida em cinco partes.
Eis, no exemplo abaixo, o esquema de ambas:
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Partes
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Poesia
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Música
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Compassos1 a 6 : introdução (o Piano
que estabelece clima da canção: intimo,
tranquilo, um tanto sobrenatural
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A
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Versos 1 a 5: primeiro trecho narrativo
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Compassos 6 a 17 : primeiro recitativo
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B
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Versos 6-8: a mãe canta
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Compassos 8 a 26: primeiro acalanto
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C
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Versos 9 a 15 : segundo trecho narrativo
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Compassos 27 a 42: segundo recitativo
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D
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Versos 16-17: "um vulto de santa"
canta
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Compassos 43 a 53 : segundo acalanto
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E
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Verso 18 : conclusão narrativa
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Compassos 54 a 60: coda, com o minusculo
recitativo final E o menino dorme
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Ex. I –
Relação entre as cinco partes da poesia e da música.
A estrutura da canção se resume, pois, no seguinte:
introdução, recitativo, melodia A, recitativo, melodia
B, coda.
Timbre
O Menino Doente foi escrito para ser cantado por
minha mãe, que possuía uma bela voz de meio-soprano,
a que se aliava uma boa técnica e uma interpretação
sensível e inteligente.
O timbre ideal para essa canção, portanto, é o de
meio-soprano, mas ela pode ser eficazmente cantada por
qualquer outra voz, masculina ou feminina, grave ou
aguda (desde que se faça, evidentemente, a devida transposição).
A tessitura é a seguinte:

com uma cômoda predominância do registro médio:

Quanto ao piano (que ainda é o acompanhamento ideal
pra uma canção de câmara), note-se que é usada toda
a extensão do teclado, com predominância de uma sonoridade
impressionista, como acontece, por exemplo, nos compassos
43 a 54 (segundo acalanto), quando as duas mãos do pianista
se afastam bem uma da outra:

Ex. II – Compassos 43 e 44 (ms. do
compositor)
Tonalidade
À primeira vista, tem-se a impressão que O Menino
Doente se acha em mib maior com algumas incursões a
mib menor. A realidade, porem é outra.
“Stricto sensu”, a música nunca se encontra em mib
maior, pelo simples fato de nenhum de seus inúmeros
“rés” ser natural, nem no canto, nem no piano. O que
acontece é o livre uso dos três seguintes elementos:
1) O chamado “modo misto”, que é uma misturado modo
lidio com o mixolidio (uma explicação bem menos convincente
diz que é o modo maior com o IVo grau aumentado
e o VIIo baixado):


Ex. III – Um exemplo de emprego do
“modo misto” (logo no início da melodia vocal, comps.
6-8).
(Observe-se que, apesar de o modo misto ser comum
no Nordeste do Brasil, não houve aqui, pelo menos conscientemente,
nenhuma intenção “nacionalizante”...)
2) O modo mixolidio com alteração ocorrente descendente
do VIo grau:

Ocorre, por exemplo, no primeiro acalanto (compassos
18 a 26) [Ex. IV].
Poder-se-ia pensar que, no exemplo IV, onde ocorrem
as alterações do VIo grau, a música foi para mib menor,
mas o sol natural do piano desmente essa possibilidade.
3) A tonalidade de mib menor, confirmada pelo piano
em dois breves trechos: no segundo recitativo [Ex. V]
e no meio do segundo acalanto [Ex. VI].

Ex. IV – Primeiro acalanto (comps.
18-22...).

Ex. V – Segundo recitativo (a partir
do compasso 37).

Ex. VI – Fragmento do segundo acalanto
( compassos 47-48).
Melodia
Como convêm ao caráter da poesia e, conseqüentemente,
ao da música, a melodia é simples e tranqüila (principalmente
nos acalantos). Há apenas uma exceção, no trecho que
vai do final do compasso 37 ao 42, onde o texto pede
um certo espanto, pelo fato de uma aparição se pôr a
cantar (ver o exemplo V).
Há, na melodia vocal, uma recorrência ao lá natural,
que, formando com a tônica um intervalo de 4a aumentada
e colocado em lugares “estratégicos”, provoca uma relativa
“surpresa” melódico-harmônica.
Não se encontram, na melodia, intervalos complicados,
todos são de fácil entoação.
Harmonia
Quando componho, o elemento principal é, geralmente,
a melodia, que traz o ritmo e gera a harmonia. E assim
que a melodia vocal d’O Menino Doente gerou a harmonia
do piano. Esta é simples, limitando-se a alguns poucos
acordes. No exemplo VII, relaciono os mais freqüentes,
lembrando que a tônica é mib.
O lá natural da voz, que representa um papel expressivo
importante, é – com exceção do compasso 31 – sempre
harmonizado com os acordes de 6a italiana ou de 6a francesa,
por enharmonia [Ex. VIII].

Ex. VII – Alguns dos acordes mais
utilizados na obra (Tônica = Mib).

Ex. VIII – Acordes de sexta italiana
e sexta francesa, respectivamente.
Nos compassos 43 a 54, um pedal harmônico na quinta
mib-sib, que se encontra em ambas as mãos do pianista,
contribui para criação de um ambiente sobrenatural no
2o acalanto (ver o exemplo II).
A ultima notado piano e da obra é um réb, que forma
o acorde I7b e dá, propositalmente, um certo caráter
de “indefinição” ao final da música.
Ritmo
Diga-se, do ritmo, o mesmo que foi dito da melodia:
o caráter da poesia pede um ritmo simples e tranqüilo.
Nos recitativos, o ritmo da melodia segue fluxo das
palavras do texto, o que provoca freqüentes mudanças
da fórmula de compasso. O piano limita-se, aqui e ali,
a dar um apoio harmônico ao canto.
Nos dois acalantos obedece-se ao principio de que
toda canção de berço, por sua própria natureza, pede
um ritmo sempre igual de embalo, ritmo esse que n’O
Menino Doente é naturalmente confiado ao piano.
Os ritmos dos dois acalantos, todavia, diferem entre
si:
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Primeiro acalanto (piano)
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mão direita
mão esquerda
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Segundo acalanto (piano)
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mão direita
mão esquerda
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Ex. IX – Ritmos empregados nos dois
acalantos.
Interpretação
O texto d’O Menino Doente tem apenas 18 versos, mas
nada menos do que 3 personagens: o narrador (recitativos),
a mãe (primeiro acalanto) e o “vulto de santa” (segundo
acalanto). Não exige do cantor, porém, a acentuada diferenciação
interpretativa pedida pelo famoso Erlkönig, de Franz
Schubert, onde existem 4 personagens bem distintos entre
si.
A canção inteira deve ser cantada com intimismo e
doçura, sempre em piano ou mezzo piano (com a única
exceção, já mencionada, do que ocorre nos compassos
37 a 42, onde uma breve, mas crescente exaltação expressiva
leva ao único forte no compasso 41).
Os recitativos devem ser cantados sempre in tempo.
O ritmo da musica segue fielmente o da poesia, o que
dispensa o uso do rubato.
Com referência aos dois acalantos, é de notar-se
que são cantados por personagens diferentes, o que,
em principio, pede interpretações também diferentes.
Pergunta-se, no entanto: –“Até que ponto... diferentes...?”,
o que, por sua vez, leva a outra pergunta: –“Mas o que
o Manuel Bandeira quis dizer com esse ‘vulto de santa’?...”
E aí vem a parte mais interessante, o clímax da poesia
(que leva ao clímax da música). O “vulto de santa” pode
ser entendido de três maneiras diferentes: o católico
dirá que é o anjo da guarda, o materialista, que se
trata de uma alucinação e o espiritualista, que o “vulto
de santa” nada mais é do que o espírito da própria mãe
que, mesmo adormecida, sai do seu corpo para, com muito
amor, continuar velando pelo querido filho. Fico com
a terceira interpretação, não só por coincidir com as
minhas crenças, como também por ser a mais poética.
É assim que o segundo acalanto deve ser interpretado
de maneira mais etérea, mais doce do que a do primeiro,
no que o cantor é aqui muito ajudado pelo acompanhamento,
também mais diáfano, do piano.
É de notar-se que a única verdadeira dificuldade
do canto reside na emissão, em pianissimo, das suas
duas últimas notas [Ex. X]. (Mas é tão bonito um agudo
em pianissimo!...)

Ex. X – Notas finais da parte de
canto.
Resta dizer que, nesta canção, o piano nunca desempenha
o papel principal, nem mesmo dialoga com a voz. Limita-se,
nos recitativos, a dar um apoio rítmico e harmônico
ao cantor e, nos acalantos, a tecer uma “atmosfera”
em torno do canto.
A execução da parte pianística não é de técnica difícil,
mas requer uma sonoridade bem cuidada, macia e envolvente.
Pequeno histórico d’O Menino Doente
1949: Composição
1950: Edição particular impressa por Irmãos Vitale
(SP)
1972: Revisão da obra
1980: Edição da Editora Novas Metas (SP), no. 30.003
1980: Gravação com Lenice Prioli (meio-soprano) e
Maria José Carrasqueira (piano), Discos Marcus Pereira
(MPL 9410).
Referências bibliográficas
Catálogo de Obras: Osvaldo Lacerda. Brasília: Ministério
das Relações Exteriores, 1976.
Compositores da América. Washington: OEA, 1970, vol.
15, pp. 127-141.
Dictionary of Contemporary Music. Nova lorque: E.P.Dutton
& Co.Inc., 1971, pp. 413-414.
Enciclopédia da Música Brasileira. SP: Art Editora
Ltda., 1977, p. 402.
Quem é quem nas Artes e nas Letras do Brasil (Seção
de Música). Brasília: Ministério das Relações Exteriores,
Depto. Cultural e de lnformações, 1966, pp. 152-153.
The New Grove Dictionary of Music and Musicians.
Londres: Macmillan Publ., 1980, vol. 10, pp. 345-346.
CALDEIRA Filho, João. A Aventura da Música. SP: Ricordi
Brasileira, 1969-71, vols. I e II.
MARIZ, Vasco. Figuras da Música Brasileira Contemporânea.
Brasília: UnB, 1970, pp. 91-93 e pp. 198-203.
MARIZ, V. A canção brasileira. RJ: Civilização Brasileira,
1977, pp. 119-122.
MARIZ, V. História da Música no Brasil . RJ: Civilização
Brasileira, 1981, pp. 242-249.
Osvaldo Lacerda
Natural de São Paulo (23/03/1927), Osvaldo Lacerda
iniciou-se na música aos nove anos de idade, estudando
piano com Ana Veloso de Rezende, Maria dos Anjos Oliveira
Rocha e José Kliass; e,posteriormente, rudimentos de
Harmonia e Contraponto com Ernesto Kierski (1945-47).
Realizou seus estudos de composição com M.Camargo Guarnieri
(1952-62), com quem teve a oportunidade de forjar sua
personalidade de compositor e ingressar na carreira
artística.
Há muito tempo vem se dedicando intensamente ao ensino
da música, na qualidade de professor de Teoria Elementar,
Solfejo, Harmonia, Contraponto, Análise e Composição.
Seus livros Compêndio de Teoria Elementar da Música,
Curso Preparatório de Solfejo e Ditado Musical e Regras
de Grafia Musical são adotados em inúmeras escolas de
música do Brasil e de Portugal.
Fundou, presidiu e dirigiu várias sociedades, das
quais destaca-se o “Centro de Música Brasileira” (de
1985 até o momento).
Suas obras – algumas das quais já várias vezes premiadas
– possuem um estilo marcado “por um refinado nacionalismo,
fruto de extenso conhecimento das características da
música brasileira, aliado a sólido domínio das técnicas
modernas de composição”. Entre sua farta produção musical
figuram composições para piano, canto e piano, coro,
conjuntos de câmara, orquestra e banda, editadas e interpretadas
tanto no Brasil quanto no exterior.
Principais editores, no Brasil: Artur Napoleão, lrmãos
Vitale, Mangione e Filhos, Musicalia, Novas Metas e
Ricordi; no estrangeiro: Gotthard Döring, Hans Gerig,
Moeck, Schott’s Sohne, Tonos e Zimmermann (RFA), Frangipani,
P.Price e União Panamericana (USA).
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