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CONSIDERAÇÕES SOBRE A ANÁLISE SCHENKERIANA
Cristina Gerling
O presente artigo foi escrito a partir de uma palestra
proferida no âmbito do “I Ciclo de Análise Musical”,
promovido pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAPq) da
Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais,
em nove de novembro de 1989. Teve-se por objetivo na
ocasião expôr os pontos principais da teoria schenkeriana.
Num futuro artigo faz-se necessário analisar todo o
primeiro movimento da Sonata op. 101, de Beethoven –
já que aqui analisamos apenas alguns aspectos de sua
exposição – ou talvez, de forma mais abrangente, proceder
à análise de toda a Sonata.
Heinrich Schenker é um nome muito conhecido nas escolas
de música nos Estados Unidos. A maioria dos departamentos
de música das grandes universidades tem pelo menos um
professor que se diz “schenkeriano”. As teorias de Schenker
foram gradualmente incorporadas ao ensino de música
naquele país e hoje o fenômeno da absorção é constatado
de maneira ampla.
Em conversas com músicos, compositores e com colegas
de diversas instituições de ensino superior constato
o surgimento de um interesse pelas teorias de H. Schenker
nos departamentos e escolas de música brasileiras. Ouvi
falar deste nome pela primeira vez, ainda criança num
curso de férias em Teresópolis, através do professor
Wasserman, vindo da Alemanha para lecionar Harmonia.
No Brasil quem tem a edição austríaca Universal das
Sonatas de Beethoven conhece ou usa Schenker indiretamente,
pois ele é o editor das referidas obras.
Schenker tornou-se conhecido nos países de língua
alemã a partir da segunda década deste século, especialmente
depois que publicou uma monografia sobre a nona sinfonia
de Beethoven. Schenker foi aluno de Bruckner, amigo
e protegido de Brahms, relacionava-se com Busoni, orientava
o regente Furtwängler e travou uma longa polêmica com
Schoenberg, que apesar do posicionamento diverso, o
respeitava. Trabalhou como editor na Edição Universal,
em Viena, tendo se dedicado especialmente à obra de
Beethoven e de C.P.E. Bach. Instituiu a prática da consulta
ao manuscrito do compositor e às primeiras edições.
Sua postura musicológica no preparo de novas edições
foi decisiva para Anthony von Hoboken, o catalogador
da obra de Haydn e aluno de Schenker.
Começou como compositor, mas a partir de 1906, com
a publicação do seu livro de harmonia(1), passou a dedicar-se
exclusivamente ao preparo de material de natureza teórico-analítica.
Seu sustento provinha em parte das aulas de piano e
teoria, isto é, o estudo de harmonia, contraponto e
análise.
As obras de Schenker podem ser classificadas em duas
categorias. Na primeira encontram-se tratados teóricos
sobre assuntos gerais, e amplos do âmbito da teoria
musical, e na segunda a análise específica de obras.
Existe uma certa dose de justaposição entre as duas
categorias, pois encontraremos uma farta dieta de análise
nas obras teóricas e muitos preceitos teóricos foram
desenvolvidos a partir das observações colhidas em obras
voltadas especificamente para a análise.
Com sua morte em 1935 e com a ascensão do nazismo
na Alemanha, seu nome foi praticamente relegado ao esquecimento
na Europa. Alguns dos seus discípulos, tais como Felix
Salzer e Oswald Jonas, entre outros, tendo emigrado
para a América do Norte e tendo sido absorvidos pelas
universidades americanas fizeram com que seus ensinamentos
fossem incorporados aos currículos de música, afetando
precisamente o entendimento e a pedagogia da teoria
musical naquele país. Constata-se que de maneira progressiva,
desde a década de setenta, a abordagem schenkeriana
domina a área de análise musical até mesmo na música
pré e pós-tonal. Mesmo seus oponentes mais acirrados
reconhecem que a propagação das suas teorias provocou
o surgimento de uma nova época para o estudo da música.
Nas universidades propiciou uma reformulação abrangente
no ensino da harmonia e do contraponto, e como conseqüência
da análise.
Através das suas análises Schenker desenvolveu ao
longo de sua vida um corpo de obras teóricas que culminaram
com uma teoria da tonalidade, postulamentos sobre seu
funcionamento e demonstrações das leis que a regem.
Especialmente na sua última obra Der Freie Satz (A Composição
Livre), Schenker nos propõe certos princípios, procedimentos
e técnicas que nos permitem entender uma peça musical
como um todo orgânico. Desta maneira podemos fazer uma
analogia entre um organismo vivo, seus sistemas de sustentação
e cada uma das suas células por menores que sejam, e
uma composição musical, seu arcabouço melódico e harmônico
em relação a cada um dos seus componentes sonoros.
Desde o século XVII teóricos fazem analogias entre
música e a linguagem falada e escrita. Schenker se preocupou
em explicar e a formular a gênese da linguagem musical,
com sua gramática generativa e funcional. Para isto
desenvolveu uma técnica de representação gráfica visando
explicar sistemática e precisamente a função de cada
som, dentro de um movimento único, direcionado e organizado
na dimensão temporal. Schenker atentou para o fato de
que quando ouvimos uma obra musical percebemos que os
sons preenchem uma variedade de funções. Alguns sons
são mais importantes, enquanto outros têm um lugar mais
secundário ou dependente. Através das suas análises
desenvolveu um sistema de gráficos onde a música é filtrada
através de níveis. O filtro tem por objetivo retirar
gradualmente as dissonâncias que são consideradas um
fenômeno frontal pois que ocorrem na superfície, isto
é, no texto musical, até chegar ao nível da estrutura
básica da composição. Assim sendo os gráficos são usados
para demonstrar que na música tonal as relações processuais
geram hierarquias e estas por sua vez são responsáveis
pela criação de unidade e estrutura. A análise tem por
objetivo mostrar como os elementos componentes podem
ser vistos nos termos de uma ordenação hierárquica de
níveis estruturais. Para uma explicação dos níveis acima
referidos usamos o exemplo de Ciranda, Cirandinha:

Ex. I – Ilustração dos níveis estruturais
em Ciranda, Cirandinha, onde T= tônica, D= dominante,
F= bordadura, P= nota de passagem e 5= tom principal
(neste caso, o quinto grau da escala, no 5).

Ex. II – Maior redução, movimento
contrário gerando o aparecimento da Dominante.

Ex. III – Estrutura fundamental.
Schenker desenvolveu através dos gráficos uma maneira
de explicar a organização da música tonal como sendo
a interação do contraponto e da harmonia em todos os
níveis, partindo dos fenômenos frontais (o texto musical
dado pelo compositor), passando por vários níveis intermediários
até atingir a estrutura básica que sustenta a composição.
Os gráficos mostram como os tons de um dado nível
são completamente assimilados na estrutura de nível
que lhe sucede, processo este efetuado pela compreensão
da condução das vozes. Portanto a teoria exibe o que
tem de melhor se entendida como uma teoria de prolongação
harmônica. O objetivo do gráfico é a apresentação formal
da interação entre elementos verticais (estruturais)
e horizontais, ou seja a condução de vozes que produz
acontecimentos melódicos, consonantes ou dissonantes
e que têm a função de prolongar o discurso musical.
Nos gráficos apresentados podemos visualizar: 1) um
arcabouço harmônico/melódico; 2) a ausência de notas
repetidas ou ornamentadas que é um fenômeno do nível
frontal; 3) acordes estruturais x sonoridades de colorido
ou ornamentação e 4) redução progressiva até a estrutura
básica ou fundamental, onde estão presentes: Ré, como
tom principal, sustentado pelo acorde de tônica, seguido
de notas de passagem descendentes – Dó (dissonante),
Si (consonante e parte da tríade de Sol) e Lá – interceptadas
pela dominante, imediatamente antes da conclusão na
tônica, com a nota Sol no soprano e no baixo.
Segundo Nicholas Cooke (1987) a análise schenkeriana
é na verdade uma metáfora na qual a composição é vista
como uma ornamentação em grande escala de uma progressão
harmônica básica ou ainda uma mega cadência. Assim sendo
os mesmos preceitos analíticos usados no contraponto
estrito em espécies, proposto por Fux (1722), devem
ser aplicados ainda que flexibilizados às grandes estruturas
harmônicas que sustentam peças inteiras. Esta estrutura
fundamental é uma abstração e é útil como paradigma
gramatical. Schenker nos oferece alguns modelos geradores
ou supra-estruturas possíveis, mas as conclusões analíticas
devem ser obtidas através do estudo minucioso e rigoroso
de cada obra musical.
Qual a função da análise para o executante? O método
analítico é um instrumento eficaz para aprofundar um
instigante processo de descoberta. Quem toca nem sempre
ouve o que o olho vê, ou seja, os processos de percepção
auditiva, visual e de introspecção intelectual podem
ser aguçados ou mais coordenados se ancorados numa análise
rigorosa. Analisar então pode significar a busca de
uma consistência interpretativa no que se toca e se
ensina, e que permite estabelecer níveis hierarquizados
de intenção, contenção e ação, ou seja, no ordenamento
de impulsos, direcionamento e dinâmica.
Uma análise schenkeriana consiste em estabelecer
um relacionamento entre o texto dado – que pode ser
contínuo, descontínuo, diatônico, cromático, contrastante
quanto aos registros, dinâmicas, figurações, andamentos
e outros componentes – e as vozes imaginárias de um
pano de fundo ou cenário. Este pano de fundo é contínuo,
diatônico e no registro médio ideal.
Numa tentativa de demonstrar um procedimento analítico
empregando alguns dos preceitos schenkerianos escolhi
a exposição do primeiro movimento da Sonata op. 101,
em Lá Maior, de Beethoven.
Entre 1811 e 1816, este último o ano de composição
da Sonata op. 101, a produção de Beethoven sofre uma
redução bastante significativa quanto ao número. Durante
este período escreve dois tipos de obras, um de caráter
público e celebratório tal como as As Ruínas de Atenas
ou obras de caráter intimista e introspectivo tal como
as canções intituladas An die ferne GeIiebte. A Sonata
op. 101 tem quatro movimentos, sendo que o primeiro,
“Allegretto ma non troppo”, tem 102 compassos, binário
composto, sendo a colcheia a unidade de tempo. É um
dos mais breves movimentos de sonata, tendo o compositor
desenfatizado a divisão formal aparente entre Exposição,
Desenvolvimento e Reexposição pela omissão da barra
de repetição (barra de repetição ainda presente na Sonata
op. 106) e pela escrita que privilegia a linha melódica
contínua. Quanto ao último aspecto em particular Wagner
usou esta sonata como modelo e justificativa do seu
conceito de unendlische Melodie.
A partir das teorias de Schenker entende-se o processo
composicional de Sonata como um jogo de contrastes de
áreas tonais, sendo a Exposição formada de dois eventos,
a) o estabelecimento da tônica e b) o abandono da tônica
para uma área tonal contrastante, geralmente para a
dominante, quando o modo é maior. Assim sendo, no fim
da seção de Exposição teríamos confirmada a dominante,
e a seção poderia ser entendida como uma macro-cadência
T-D. No primeiro movimento da Sonata op. 101 nos deparamos
com um novo dado, pois o compositor não estabelece claramente
a tônica. Pelo contrário, serve-se de uma situação harmônica
que cria ambigüidade ao privilegiar a dominante, prolongando-a
desde o início da composição, conforme podemos observar
abaixo [Ex. IV].

Exemplo IV.
Ao examinarmos o exemplo anterior podemos verificar
como o tom principal Mi, o quinto grau da tônica Lá,
é alcançado no segundo compasso e prolongado por passagens
cromáticas e diatônicas. Estas passagens por sua vez
serão analisadas pelo executante para que sua origem,
direcionamento e meta sejam entendidas como parte do
todo. Neste movimento o compositor utiliza as notas
cromáticas no baixo para construir cadências e encadeamentos
deceptivos (compassos 5–6, 9–10–11, 15–16) ou encadeamentos
de sucessivas Dominantes(compassos 9 a 16) que de fato
prolongam a Dominante inicialmente sugerida (compassos
1 e 2), culminando com um movimento cadencial intensificado
a partir do compasso 20 e que resolve no compasso 24.
Esta é a primeira grande cadência autêntica, e aqui
no lugar esperado pela prática e tradição de Sonatas
do repertório clássico.
Nas vozes superiores, em especial no soprano, constatamos
a ascenção inicial para o tom melódico principal que
é alcançado no compasso 2 e reiterado no compasso 4.
Este tom melódico principal, como já dissemos anteriormente,
é o quinto grau de Lá e aqui na Exposição da Sonata
aparece como Mi4, ornamentado por notas de passagem,
bordaduras e confirmados especialmente nas pontuações
das frases.
Um exame do esboço proposto no exemplo IV revela
que o prolongamento das vozes só se torna possível graças
ao respaldo harmônico estabelecido desde os compassos
1 e 2, construídos sobre Mi Maior, a dominante de Lá.
Assim sendo, podemos observar o movimento paralelo das
vozes superiores nos compassos 1 e 2, com figurações
rítmicas que demarcam a tríade de Mi (Sol#, Si, Mi)
e ao mesmo tempo o movimento contrário entre as vozes
superiores (mão direita) e a voz inferior e de caráter
cromático da mão esquerda, que se movimenta de Mi a
Si, sobre o Mi do baixo. Este estabelecimento inicial
de Mi Maior é confirmado pelos compassos subseqüentes
ou seja, é prolongado, não porque o acorde de Mi Maior
é repetido, mas porque graus relacionados à dominante
são utilizados, tais como a Subdominante (compasso 3),
e uma tônica de passagem e no tempo fraco do compasso
(compasso 3) terminando numa cadência que confirma a
proposta inicial, Mi Maior. Em outras palavras, o acorde
de tônica é usado sem o caráter assertivo esperado no
começo de uma composição deste repertório, não qualificado
portanto para exercer esta função. Podemos observar
o contorno triádico assumido nos compassos 7–8 e 13–14–15.
A mudança de vozes explicitada no gráfico e que ocorre
nos compassos 12 e 13 também ocorrem para garantir efetivamente
a prolongação do acorde inicial.
Do ponto de vista analítico podemos perceber que
o compositor substitui o princípio de conflito entre
duas áreas tonais, pela exploração das possibilidades
inerentes a uma única área tonal. Paradoxalmente isto
torna-se um ganho em termos do estabelecimento de uma
atmosfera e um caráter contínuo para a execução.
No exemplo V podemos observar um processo de simplificação
onde o baixo e o soprano aparecem já a caminho de formar
uma estrutura simplificada mostrando os principais pontos
do arcabouço melódico harmônico, ou seja, o movimento
que permite ao Mi estar perrnanentemente atuante no
soprano, pelo suporte harmônico que lhe é fornecido
no baixo.
Este movimento é reforçado não só pelo Mi4 como tom
principal mas também pelas pontuações intermediárias
que delicadamente enfatizam as notas da tríade de Mi
Maior, tais como Si (compassos 11 e 12) e Sol# (compasso
15).

Exemplo V.
Ao formular este esboço de gráfico procurei mostrar
a formação das frases, sua origem harmônica, sua prolongação
melódica, sua expansão e seu término, para entender
como cada frase se encaixa com relação à precedente
e à conseqüente nesta seção escolhida como objeto de
estudo. Recomendo que os interessados toquem a obra,
comparando-a com o esboço proposto. O gráfico não tem
a finalidade de ser tocado, mas deve ser entendido apenas
como um modelo conceitual, onde as idéias composicionais
e interpretativas se fundem. O fato do primeiro movimento
da Sonata op. 101 já iniciar na Dominante deve levantar
questões interpretativas para o executante, questões
estas que vão influenciar na maneira pela qual esta
estrutura é entendida e projetada. Este entendimento
da macro estrutura contribui para elucidar a maneira
pela qual as linhas melódicas se entrelaçam e se desenvolvem
formando coincidências verticais e novamente se dissolvendo
em fluídas linhas melódicas. As cadências propostas
e apenas parcialmente resolvidas, pois que se resolvem
apenas no soprano, certamente são o dado concreto mais
importante para determinar o tipo e qualidade de impulsos
e intenções na execução.
A estrutura da prolongação harmônica e o estudo do
que possibilita que esta estrutura seja prolongada para
criar a forma da peça, é um ganho extremamente significativo
neste século. A análise musical proposta por Schenker
estuda a organização da linguagem musical nos seus próprios
termos de tal maneira que nem os críticos mais acirrados
negam esta contribuição básica.
Até Schenker a teoria musical era estudada de maneira
compartimentalizada e restrita a questões técnicas,
fortemente impregnadas de um mecanicismo descritivo
e que divorciava a forma do conteúdo. Schenker propõe
o texto musical como gerador das suas explicações promovendo
uma audição musical estruturada em bases cognitivas.
A meta principal é mostrar como a música foi composta,
isto é, como seus componentes são o resultado de uma
ordenação hierárquica de níveis estruturais, ou ainda
a maneira pela qual o compositor utiliza a linguagem
tonal comum para criar uma peça singular.
Nesta breve análise procurei salientar alguns aspectos
da teoria schenkeriana que possam contribuir efetivamente
para um melhor entrosamento entre o executante e o texto
musical. Para o compositor, que estuda a organização
e a proporcionalidade dos eventos musicais, o estudo
das teorias de Schenker pode ser muito relevante pois
é também um estudo de proposição de conflitos, tensões,
desenvolvimentos e possíveis soluções, um estudo entre
propostas de contraste, equilíbrio e de renovação. Para
o musicólogo, esta metodologia analítica também é da
maior relevância pois permite assentar bases para um
estudo comparativo principalmente do ponto de vista
qualitativo entre padrões de conformidade e de desvio
num repertório proposto.
NOTAS
(1) Harmony. USA, University of Chicago, 1954, foi
publicado pela primeira vez em 1906 (Cota, Stuttgart),
anonimamente, sob o título Neue Musikalische Theorien
und Phantasien (Novas Teorias e Fantasias Musicais)
(Nota CE).
Bibliografia
COOKE, Nicholas. A Guide to Musical Analysis. New
York: George Braziller, 1987, pp. 27-6.
DUMSBY, Jonathan and WHITTALL, Arnold. “Musical Analysis”,
in: Theory and Practice, London and Boston: Faber, 1988.
GERLING, Cristina. “A contribuição de H.Schenker
para a interpretação musical”, in: Opus, no 1, (I),
Dezembro 1989, pp. 24-31.
GERLING, C. “Uma breve introdução às teorias de Heinrich
Schenker”, in: Em pauta, no 1, (I), Janeiro 1990.
SCHACHTER, Carl. “Schenker’s Counterpoint”, in: Musical
Times, no 1748, (CXXIX), Outubro 1988.
SCHENKER, Heinrich. Free Composition (Der Freie Satz).
(Trad. de Ernst Oster). New York: Longman, 1979.
SCHENKER, H. Five Graphic Music Analyses. (Ed. por
Felix Salzer). New York: Dover, 1969.
Cristina Capparelli Gerling, pianista, é mestre
em música pelo Conservatório de New England e doutor
em artes musicais pela Universidade de Boston. Radicada
em Porto Alegre, exerce intensa atividade como solista
e camerista. É professora de análise e harmonia no Departamento
de Música e coordenadora do Mestrado em Música da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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